quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

O discurso da Raiva

São torrentes lacerantes de palavras e eventos que rasgam e dilaceram o meu autocontrole. Um aríete de ferro e madeira esmurrando os portões da minha paciência.
Não há muralhas intransponíveis ou eternas, um dia se romperão e minha legião avançara como chamas aterradoras de fúria e confusão. Não terei a piedade que antes tive e nem a misericórdia que sempre cultivei. Você queimará meus campos e me fará chorar e destas lágrimas nascera à ira e dela a minha vingança. E lhe digo que esta será inesperada e bem feita.
Isso não é uma ameaça ou um aviso, e sim uma promessa aos meus inimigos que tanto admiro e tendem rotulam-me como um bastardo qualquer.
Deixe-me sem recursos e condição de vida, e assim eu beberei do seu sangue para matar minha cede e comerei da sua carne para sobrepujar minha fome e tendo por fim sua alma para me aquecer do frio que erradia do seu inerte cadáver, prelúdio de um verão prospero de alegrias.
O homem luta pela necessidade de lutar e mata pela necessidade de matar. Eu sou humano...

Lucas Costa

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Aos esquecidos

Ergo-me sem inspiração
Quero só alguns dilemas
Ergo-te por querer ilusão
As velhas luzes dos poemas

Assim, quem sabe...
Volto a escrever mais besteiras...

Lucas Costa

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Ferreiro 75

Um copo de vinho
Uma flor no jardim
O sabor alcoólico
O perfume efêmero
Lembranças...

Quantas besteiras
Isso que a brisa me traz
O vento é somente sonho
Nada poético é fiel
Se não... Lembranças.

Lucas de Freitas

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Ao poeta solitário

Capitólio em mercê do grito Agônico
Verbos saturados em seu desespero
Um momento... Dê um tempo para seu choro.

Por favor.

Lucas de Freitas

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Flor de Papoila

Ócio?
Cresce e morre
Ópio?
Cresce e vive

Vive e roda
Roda flores
Roda mentes
Roda vidas

Me roda
Me gira
Assim...
Se atira

Meu ócio
Seu ópio
Que tanto me acalma.


Lucas de Freitas

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Liberdade poética de expressão

_Eia! Grito eu clamando por palavras
Muitas são elas, por que somem assim?

Questiono a mim frustrado, e eu respondo:

_ Se a mercê de vossa ignorância cai
Jamais achara uma sequer viva em ti.

Lucas de Freitas

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Poética aos violinos

Nobres damas e cavalheiros
Espalhados pelo meu salão
Servem-se da boa comida
Se sentem em própria casa

E em alto e bom som, violinos.
Oh! Quanto serenos são estes
Em plena alvorada de sonhos
Nas conversas de vossa música

Vinho fino e nuas conversações
Mais hei que desfalece sorrisos
Portas abertas e novas palavras
O trajado senhor, anuncia a guerra.

Prelúdio somente:
_ O banquete está servido!

Lucas de Freitas