São torrentes lacerantes de palavras e eventos que rasgam e dilaceram o meu autocontrole. Um aríete de ferro e madeira esmurrando os portões da minha paciência.
Não há muralhas intransponíveis ou eternas, um dia se romperão e minha legião avançara como chamas aterradoras de fúria e confusão. Não terei a piedade que antes tive e nem a misericórdia que sempre cultivei. Você queimará meus campos e me fará chorar e destas lágrimas nascera à ira e dela a minha vingança. E lhe digo que esta será inesperada e bem feita.
Isso não é uma ameaça ou um aviso, e sim uma promessa aos meus inimigos que tanto admiro e tendem rotulam-me como um bastardo qualquer.
Deixe-me sem recursos e condição de vida, e assim eu beberei do seu sangue para matar minha cede e comerei da sua carne para sobrepujar minha fome e tendo por fim sua alma para me aquecer do frio que erradia do seu inerte cadáver, prelúdio de um verão prospero de alegrias.
O homem luta pela necessidade de lutar e mata pela necessidade de matar. Eu sou humano...
Lucas Costa
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
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